Ser da RCC é também sentir-se acolhido e enviado pela Igreja. Os papas falaram muitas vezes ao movimento. Aqui vão alguns marcos, só com o que está nos documentos e nas páginas oficiais.
Um olhar rápido
- Paulo VI descreveu a RCC como uma boa oportunidade para a Igreja e para o mundo.
- São João Paulo II, na mensagem do Jubileu de 2000, reconheceu a obra do Espírito Santo no movimento.
- Bento XVI falou à RCC na véspera de Pentecostes de 2012.
- Francisco encontrou-se várias vezes com os carismáticos e, em 2016, criou uma comissão para unificar o serviço internacional da RCC, que resultou no CHARIS.
Francisco, 2014: "uma corrente de graça"
Em 1º de junho de 2014, no Estádio Olímpico de Roma, o Papa Francisco definiu a Renovação como "uma corrente de graça na Igreja e para a Igreja". Alguns recados daquele discurso:
- O primeiro dom do Espírito é o amor, que nos faz apaixonar por Jesus.
- Ninguém na Renovação é mais importante que os outros. Há um só chefe, o Senhor Jesus. A divisão não vem de Deus, e a unidade vem do Espírito Santo.
- Amar a Igreja mais do que o próprio grupo.
- O fundamento é a adoração a Deus; é preciso ter a Palavra de Deus sempre à mão e buscar a santidade.
- Evitar a organização excessiva e não querer "controlar" a graça de Deus: somos dispensadores, não controladores.
- Sair às ruas para anunciar o Evangelho e se aproximar dos pobres e necessitados.
- O Papa também recomendou os Documentos de Malinas como guia seguro para a caminhada.
Francisco, 2019: três pedidos
Em 8 de junho de 2019, o Papa Francisco falou aos carismáticos no início do CHARIS, o novo serviço de comunhão para todas as realidades carismáticas católicas, que deve servir e não governar. Ele pediu aos carismáticos três coisas:
- Partilhar o Batismo no Espírito Santo com todos na Igreja.
- Servir à unidade do Corpo de Cristo, reconhecendo que o Espírito cria diversidade de carismas e harmonia entre eles.
- Servir os pobres e necessitados, material e espiritualmente. O Papa esclareceu que isso é viver o Evangelho, e não adotar ideologias políticas.
Ele ainda lembrou que evangelizar não é fazer proselitismo, mas dar testemunho de amor, e que programas e organizações não bastam sem amor e comunidade. E valorizou a presença dos jovens, presente e futuro da Igreja.
Pra pensar
- Qual desses três pedidos do Papa eu já vivo? Qual eu preciso viver mais?
Fontes
- Papa Francisco — Discurso à RCC, 1º de junho de 2014
- Papa Francisco — Discurso ao CHARIS, 8 de junho de 2019
- RCCBRASIL — Nossa História